RIO - Foi publicado nesta sexta-feira no
Diário Oficial da União o decreto que mais que dobra o PIS/Cofins incidente
sobre a gasolina, de R$ 0,38 para R$ 0,79 por litro. Na projeção do governo, o
reajuste nas bombas deverá ficar em 7%. Donos de carros e motocicletas precisam
preparar o bolso: se a alta for repassada na íntegra, o litro da gasolina
deverá ficar R$ 0,41 mais caro nos postos. Já o diesel pode subir R$ 0,21 por
litro, o que pode impactar, futuramente, no aumento de tarifas do transporte
público.
CONFIRA AINDA: Meirelles: o
importante é manter o equilíbrio fiscal, o emprego e as perspectivas de
crescimento
No caso da gasolina, para se ter uma ideia,
o desembolso no posto para encher um tanque de 45 litros subirá cerca de R$ 18.
Um motorista que costumava encher um tanque de gasolina de 45 litros por R$
173, considerando o preço médio no município do Rio de R$ 3,846 da gasolina
apurado pela pesquisa semanal da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Com o
aumento de R$ 0,41 da alíquota de PIS/Cofins, o custo para abastecer o mesmo
tanque saltará para cerca de R$ 191 (R$ 4,256 por litro).
O anúncio de aumento nas alíquotas foi feito
nesta quinta-feira e, de acordo com o governo federal, visa a equilibrar as
contas públicas. A decisão de repassar o aumento de impostos para o consumidor
depende das distribuidoras, conforme explica o analista do setor de petróleo,
Thiago Biscuola, que chama a atenção para a rapidez do repasse ao consumidor.
— O aumento no preço
dos combustíveis, em geral, costuma chegar rápido nos postos de gasolina.
Assim, o consumidor deve se organizar e aguardar elevação nos preços já na
próxima semana, com repasse total do percentual de aumento até o fim deste mês
— destaca o economista.
Apesar do impacto do tributo, especialistas
observam que os preços do petróleo no mercado internacional devem se manter em
baixa, e o câmbio, estabilizado. Desde o dia 1º de julho, a Petrobras adotou
uma política de preços para o diesel e a gasolina que prevê variações para cima
ou para baixo quase diárias, para não perder mercado com as importações dos
concorrentes. A partir de hoje, a Petrobras aumentou em 0,1% os preços da
gasolina e em 2% os preços do diesel em suas refinarias.
A
estatal destaca que o aumento das alíquotas não altera sua política de preços
de gasolina e diesel . “O petróleo continuará variando no mercado internacional
e a política de preços da companhia tem como fundamento essa flutuação, já que
o preço da Petrobras não pode ficar abaixo da paridade internacional e
considera a concorrência dos importados”, informou a empresa.
Antes do aumento na alíquota definido pelo
governo, o PIS/Cofins representava 11% do preço final do litro da gasolina.
Somados aos 31% médios de ICMS, o consumidor já pagava 42% em impostos quando
abastecia. No caso do diesel, antes da nova alíquota, do preço total, 9% se
referiam ao PIS/Cofins. Somado o ICMS, a carga tributária final no diesel já
chega a 26%.
Leia mais: https://oglobo.globo.com/economia/com-imposto-que-passa-valer-hoje-motorista-gasta-mais-18-para-encher-tanque-21615014#ixzz4nU5nhHjS
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Fonte: O globo





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